Caí na besteira de comprar esse livro porque estava na lista da BBC de "100 livros pra ler antes de morrer". Pois esse aí eu garanto que é melhor morrer sem ler mesmo, que não vai acrescentar nada.
É a "história" de Yossarian, um piloto de bombardeiros durante a II Guerra Mundial e seus percalços no exército, onde ele se vê preso graças a uma tecnicalidade do sistema chamada "Catch-22". É que qualquer pessoa que for declarada insana pode pedir dispensa e ser mandada de volta pra casa; porém, se uma pessoa for falar com o médico e dizer que é insana pra voltar pra casa, isso na verdade demonstra sua sanidade, então ela não vai poder voltar pra casa, vai ter que continuar na guerra.
Essa premissa opressiva seria interessante se de fato houvesse uma história. O que há, na verdade, é uma série de causos de um soldado americano, contando sobre os colegas pilotos traumatizados pelas bombas, sobre suas relações com prostitutas locais em Roma, sobre as trapaças e golpes que eles aplicavam nos próprios comandantes pra não ter que voar e correr o risco de morrer.
O livro tem muitas frases de efeito legais sobre a guerra e como ela é devastadora. Isso também fica claro nos exemplos que o livro traz por meio dos próprios personagens. Mas, pelo amor de Deus, conte uma história.
É uma narrativa desconexa, típica do pós-Guerra (o livro foi escrito em 1953). Entendo que, pra época, tem o seu efeito e lugar; mas, pra agora, é simplesmente chato. Não tem nexo narrativo, é só um aglomerado de histórias dos quais se vão tirando algumas lições e, só no final, alguma conclusão a nível de enredo. Era melhor que o livro tivesse começado só no capítulo 32.
Chato pra caramba, demora demais pra não falar nada. É excelente pra mostrar alguém traumatizado pela guerra, excelente mesmo, em vários momentos parece até que não tem lógica ou sanidade nenhuma. Mas isso rapidamente cansa, e o leitor não tem real motivo pra continuar lendo.
Leia um resumo do livro ou veja um filme, mas não perca seu tempo lendo esse livro.






